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Que tipo de empreendedor você se identifica?

25 nov 2019

Por: Contabilizei

Esta é uma pergunta muito comum que os empreendedores e futuros empreendedores costumam se fazer. “Que tipo de empreendedor eu sou?”. Mas por que isso é importante? Porque tem tudo a ver com o rumo que o seu negócio irá tomar. São as características da pessoa física e suas aspirações, atuando sobre o negócio e estabelecendo a base de conhecimento que vai dar sentido ao propósito. “Como eu sou, o que quero e para onde vou?” 


A partir de uma pesquisa feita pelo SEBRAE nacional, foram identificados nove tipos de empreendedores, a partir de características comuns entre eles. Não são características que seguem o empreendedor pela vida toda. É um conjunto de parâmetros para que você se compare com a sua fotografia do momento e estabeleça onde melhor se encaixa. 

E você sabia que pode ser um empreendedor dentro de uma empresa ou como funcionário público também? 

Como estamos escrevendo de São Paulo e conhecemos bem essa cidade, tenho certeza que a metrópole do coração dos paulistanos e brasileiros, tem características que a tornaram única e alimentam o crescimento do país. 

São Paulo foi forjada por imigrantes que saíram de suas regiões e países, empreenderam e tornaram ela gigante, amável e divertida. Por outro lado, é uma cidade gigante formada por regiões e bairros completamente distintos, com características próprias que o Brasil inteiro conhece. 

Não entendeu a relação? Calma, vamos explicar. 

Unindo essas duas coisas – os tipos de empreendedores e as características de alguns dos principais bairros de São Paulo – propomos uma brincadeira simples para que o entendimento do seu tipo de empreendedor se torne mais leve e você possa se identificar facilmente a partir dos bairros da Capital. Bora brincar? 

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1. O informal 

Este tipo de empreendedor ganha dinheiro porque precisa sobreviver. Ele está muito ligado a necessidades. Apesar de ter pouca visão de longo prazo e querer atender a necessidade imediata, aos poucos vai crescendo e se desenvolvendo. 

O empreendedor deste perfil trabalha para garantir o suficiente para viver, tem um risco relativamente baixo. Ainda não conseguiu dar a virada e pensar nos próximos passos que o levarão ao crescimento. 

O estilo Informal é a Vila Madalena. Irreverente, boêmia, com um enorme potencial, mas ainda um pouco confusa entre atender a necessidade de entretenimento dos jovens visitantes ou ser uma calma vila de moradores. 

2. O cooperado 

Este tipo costuma empreender ligado a cooperativas, como artesãos, por exemplo. 

Para ele o trabalho em equipe é fundamental. Sua meta é crescer até poder se desligar e se tornar independente. Empreende de maneira muito intuitiva e geralmente dispõem de poucos recursos. Por outro também possui um baixo risco. 

O cooperado é a Mooca. Berço da imigração italiana é o bairro que cresceu de mãos dadas com a cidade. Todos se ajudam, todos ganham, todos crescem. 

3. O individual 

Este é o empreendedor informal que se formalizou e começa a estruturar de fato um negócio. Por mais que esteja formalizado, ele ainda não tem a noção do seu potencial de crescimento. 

Este perfil ainda está muito ligado à necessidade de sobrevivência e geralmente trabalha sozinho ou com mais um funcionário apenas. 

O individual é a Bela Vista, um bairro ao lado da avenida Paulista que facilita deslocamentos, está no centro de tudo. Cosmopolita, quer ganhar o mundo então nada melhor do que estar no centro dos acontecimentos. 

4. O franqueado 

Muitos desconsideram o franqueado como disruptivo, mas a iniciativa de comandar o negócio e torná-lo lucrativo rapidamente deve ser levada em conta e é um grande desafio. 

Geralmente, procuram uma renda mensal média e o retorno do investimento certo. O tipo de empreendedor franqueado é o Brooklin, um bairro que cresceu rapidamente, se verticalizou, mudou suas fachadas e se tornou a sede de tradicionais empresas do Brasil. No Brooklin a imagem faz a diferença. 

5. O social 

O tipo de empreendedor social também é altruísta. A vontade de fazer algo bom pelo mundo aliada a ganhar dinheiro move este empreendedor. 

Este perfil tem crescido muito com as startups e entre os jovens que, ainda na faculdade, têm aberto o próprio negócio para resolver problemas que a área pública não consegue. 

Para este perfil, a cooperação e o engajamento são primordiais e, se o objetivo é mudar o mundo e inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo, nada melhor do que compartilhar com todo mundo. 

O Centro e adjacências (Santa Cecília, Campos Elíseos, República) passaram de lugares perigosos e sem vida para regiões desejadas. De uns tempos para cá, iniciativas – muitas com foco social – estão revitalizando esta área importante da cidade e retomando o crescimento a partir de jovens empreendedores que estabelecem seus escritórios compartilhados e cafés em prédios centenários. 

6. O corporativo 

É o clássico intraempreendedor, ou seja, o empregado que empreende novos projetos na empresa que trabalha. 

O grande desafio das empresas hoje é aumentar a quantidade de pessoas com esse perfil nos seus quadros. Seu principal objetivo é crescer na carreira e se tornar independente tanto financeiramente quanto tecnicamente. 

Este perfil está ao longo da avenida Faria Lima, mais precisamente na Vila Olímpia e Itaim. Gerações de intraempreendedores estão buscando seu lugar ao sol nos prédios mais descolados da metrópole paulista. 

7. O público 

O empreendedor público é uma variação do corporativo em posições de autarquias e órgãos governamentais. 

Existem muitos funcionários públicos preocupados em utilizar melhor recursos e inovar nos serviços básicos. Sua motivação está ligada ao fato de conseguir provar que seu trabalho é nobre e tem valor para a sociedade.

Para representar esse tipo de empreendedor localizamos o tradicional e clássico Morumbi, sede do governo de SP e de vários órgãos públicos que estabelecem os parâmetros de governabilidade para a maior cidade do Brasil. 

8. O do conhecimento 

Este tipo de empreendedor usa um profundo conhecimento em determinada área para conseguir faturar. Esse conhecimento pode ter sido adquirido na universidade ou ser nato, o que é bastante comum. 

Eles tornam o conhecimento um ativo para capitalizar, empreender e fazer acontecer. Para eles a realização profissional e reconhecimento são muito importantes. 

Dentro das universidades o conhecimento está sempre em ebulição e, para representar este tipo de empreendedor, escolhemos só bairros universitários: Butantã, Higienópolis e Vila Mariana. Ideias, efervescência e juventude combinam muito com conhecimento e novos negócios. 

9. O do negócio próprio 

Este é o mais comum e costuma abrir um negócio próprio por estilo de vida ou porque pensa grande. E o que mais se aproxima do visionário que normalmente é confundido como sinônimo de empreendedor. Também é o único tipo que possui subdivisões: o empreendedor nato, o serial e o “normal”. 

O empreendedor nato costuma ser tido como genial, com trajetória de negócio exemplar, que ninguém sabe como, quando você virou de lado ele já tem um milhão de dólares a partir de um negócio de garagem. 

Já o serial é aquele que cria negócios em sequência. Ele não se apaixona pela empresa em si, mas pelo ato de empreender. 

Por fim, o “normal” é o empreendedor que planeja para minimizar os riscos e segue o plano estabelecido. Todos os bairros. Porque? Porque todos os bairros de São Paulo em maior ou menor grau, têm no empreendedorismo as suas raízes. Negócios próprios fizeram com que a cidade se desenvolvesse em todas as direções, facilitando a vida de milhões de paulistanos, proporcionando crescimento e desenvolvimento. 

Gostou da brincadeira? Enxergou-se em mais de um perfil? Bem provável. 

No fundo, todos procuram satisfação pessoal, autonomia financeira e querem deixar um legado. Os modelos apresentados não são estáticos e mudam com a evolução das pessoas e dos cenários. Assim como os bairros de São Paulo que comparamos acima. 

Você pode nunca ter estado na Vila Madalena, mas deve ter ouvido falar que é um dos bairros mais boêmios da cidade. Imagina agora, alguém vindo, em uma máquina do tempo direto dos anos 1950, e pousasse hoje no bairro. Jamais reconheceria a pacata e simples Vila. Evolução é o nome disso. Empreenda e evolua com São Paulo, a casa de todos os brasileiros. 

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